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Transferência de veículos seminovos e usados em MS cai 4,46% em 2022


A Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículo Automotores) informou que o mês de março registrou recuperação em transações de usados no Brasil. Embora o crescimento importante para o giro econômico, em Mato Grosso do Sul o cenário é de queda quando somado os meses de janeiro a março deste ano e comparado ao mesmo período de 2021. A queda representa


4,46% em transferências na documentação de seminovos e usados.


Conforme dados do Detran-MS (Departamento de Trânsito de MS), no ano passado foram realizadas 76.928, enquanto em 2022 houve declínio de 73.490 nos procedimentos feitos no Estado.


Já o balanço nacional, aponta que em 22 dias uteis de março, três dias a mais que fevereiro, o volume de condutores que procederam com as transações veiculares aumentou 29,73% sobre o mês anterior. Em relação a março de 2021, a retração é de 12,2% e, no acumulado, a queda é de 22,84%.


O mercado ultrapassou a marca de 1 milhão de transações no mês pela primeira vez no ano. Todos os segmentos automotivos tiveram alta entre 28% e 32%, o que pode significar um aquecimento das vendas”, afirma José Maurício Andreta Junior, presidente da federação nacional.


As transações do mercado de moto, acompanhando a venda de motocicletas novas, o setor também é de alta, com crescimento de 32,5% sobre fevereiro. As transações de ônibus mostraram recuperação com a troca de titularidade. Na categoria de transferências de caminhões, os veículos usados superou a marca de 28% sobre fevereiro. Conforme a federação, ainda que os resultados tenham sido negativos na comparação com março de 2021 e, também, com o 1º trimestre do ano passado.


A falta de componentes, que ainda afeta a fabricação de caminhões novos, deve ter influenciado nas vendas de usados, em março”, comentou Andreta, finaliza.


O valor dos veículos seminovos está cada vez mais assustador. Atualmente é quase impossível se falar em carro popular. Antes, quando termo era empregado, remetíamos seu valor a algo em torno dos R$ 20 mil, R$ 30 mil, no máximo R$ 40 mil. Esses mesmos modelos podem chegar a R$ 60mil, mesmo usados.


Claramente o seguro relacionado a ele também encareceu, em alguns, casos quase dobrou. Segundo Thaís Schossler, da Seguralta Corretora de Seguros, em Campo Grande, alguns contratos que giravam em torno de R$ 1.800 agora chegam a mais de R$ 3 mil.


Desde o ano passado, o Estado adentrou na funcionalidade de venda e transferência digital de veículos, através do site Ministério da Infraestrutura, que dispensa o reconhecimento de firma presencial, permite a assinatura digital da ATPV-e (Autorização para Transferência de Propriedade de Veículos) pelo vendedor e comprador, facilitando a comunicação instantânea da venda por meio do CDT (Carteira Digital de Trânsito), após a autorização do Detran de registro do veículo.


Com informações do Midiamax.

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