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Sol começa a nascer mais cedo e divide opiniões sobre 2º ano sem horário de verão


Chegando a época em que Mato Grosso do Sul adiantava os relógios em uma hora, por conta do horário de verão, a população já começa a sentir a mudança no dia-a-dia. De acordo com meteorologistas, o Sol começa a nascer mais cedo, preparando a chegada da primavera, em 22 de setembro.


No entanto, este ano, como no anterior, não haverá mais horário de verão, o que divide a opinião do campo-grandense.


O fim do horário de verão foi determinado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), em abril de 2019. Segundo ele, a medida segue estudos que analisaram a economia de energia no período e como o relógio biológico da população é afetado.


Antes da chegada da primavera, já amanhece mais cedo e escurece mais tarde. “Os dias aumentam e as noites encurtam”, afirmou o meteorologista Natálio Abraão, da Uniderp/Anhanguera. Com isso, a reportagem perguntou para a população de Campo Grande sobre o fim do horário de verão. As opiniões se dividem entre o gostar pelo dia ser mais longo, e o aprovar a medida do presidente que determinou o fim deste horário.


Eu não gosto do horário de verão porque já venho acostumado com o outro horário, isso traz mudanças ruins no nosso dia-a-dia e até no organismo. Aí quando estamos acostumando com o horário de verão, ele acaba”, comentou o auxiliar operacional Odir Pinheiro, 53 anos.


Já a atendente Ana Júlia Batista afirma que sente falta. “Apesar do calor, o dia passa mais devagar, acredito que se torna mais produtivo, dá mais tempo de resolver as coisas”, destacou.


A educadora física, Dafyni Fiama da Silva, 28 anos, também concorda com a medida adotada em 2019 e afirma que o horário de verão não está fazendo falta. “É muito calor, eu não durmo bem e o corpo parece estar mais cansado. Mexe com a fisiologia do corpo, já que estamos acostumados com um horário e do nada o corpo tem que se acostumar com outro”, finalizou.


A ideia moderna do horário de verão foi proposta pelo anglo-neozelandês George Hudson em 1895 e pelo inglês William Willett em 1907. A prática recebeu tanto elogios quanto críticas à época. Adiantar os relógios trouxe alegados benefícios para o varejo, a prática de alguns desportos como o golfe, e outras atividades que utilizam a luz do sol depois da jornada de trabalho, mas pode trazer problemas para o entretenimento noturno e para outras atividades ligadas diretamente à luz solar, como a agricultura, que privilegia mais a luz matutina do que a luz vespertina.


Mesmo que alguns dos primeiros proponentes da prática tenham pensado que a mesma reduziria o uso de iluminação artificial ao fim da tarde, o clima moderno e os padrões de uso de ar condicionado diferem bastante. Muitas pesquisas sobre como o horário de verão atualmente afeta o gasto energético parecem indicar que esse horário artificial é contraproducente para a poupança energética durante o período estival.


Eleito pelo sul-mato-grossense, é ideia do deputado federal Luiz Ovando (PSL), que também é médico por formação, o fim do horário. Ele apresentou a proposta à Câmara logo no início do seu mandato, em 2019, mas o fim do horário foi estabelecido pelo presidente Jair Bolsonaro.


À época, Ovando justificou que o horário especial causa ‘inúmeros problemas para a população, sobretudo para os brasileiros mais humildes, que são obrigados a levantar muito cedo, quando ainda está escuro, e caminhar por vias públicas mal iluminadas até um ponto de ônibus, uma estação de trem ou mesmo até o local de trabalho’.


Para o deputado, isso aumento o risco de crimes como assalto e impactam diretamente a capacidade de trabalho do brasileiro.

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