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Setor produtivo e parlamentares de MS querem cancelar feriados


Nenhum feriado em dias úteis, apenas aos sábados e domingos. Esta é uma das alternativas apresentadas pelo setor empresarial e público para amenizar os prejuízos causados pela Covid-19 na economia, especialmente no comércio. A medida afetaria uma data municipal e cinco nacionais até dezembro (excluindo da lista somente Natal e Ano-Novo).


Como a Divisão do Estado cai no fim de semana, nenhuma data tipicamente sul-mato-grossense entraria na lista, assim como o Dia de Santo Antônio, que em 2020 já será em um sábado. Existem pontos facultativos que afetam categorias específicas, como o Dia do Professor e do Servidor Público.


O presidente da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG), João Carlos Polidoro, disse que a transferência de feriados e pontos facultativos para os fins de semana é uma demanda antiga da categoria que ganha força agora diante da pandemia da Covid-19.


Agora, a medida se torna fundamental, pois com as empresas operando com baixa capacidade de atendimento para evitar aglomerações, é preciso ter mais tempo útil para atender os consumidores, e os feriados no meio da semana atrapalham o movimento do comércio e comprometem o desempenho das vendas”, pontua.


A Federação do Comércio de Mato Grosso do Sul (Fecomércio-MS) é favorável. O gerente de relações sindicais da entidade, Fernando Camilo, afirmou ao Correio do Estado que são necessárias medidas que permitam a abertura das lojas e estabelecimentos ao público.


Vemos com bons olhos as iniciativas em remanejar os feriados ou a eventual transformação deles em pontos facultativos, o que seria bem propício para o momento”.


A federação, por outro lado, afirmou que é necessário fazer uma pesquisa para investigar o quão positivo seria o impacto dessa norma no comércio em Mato Grosso do Sul.


O presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, vereador João Rocha (PSDB), disse ao Correio do Estado que a medida já foi ventilada na comissão de parlamentares que discute medidas econômicas com a prefeitura e o setor privado.


Acho a alternativa positiva e preciso discuti-la com a sociedade e com todos os seguimentos envolvidos. Além desta, há várias situações sob análise. Por hora, não há nada sobre isso no papel”, disse o líder do Legislativo.


Para Rocha, o Município tem de ser chamado ao debate. “Essas coisas são feitas em conjunto. Não adianta uma parte invadir a competência da outra”.


Junior Longo (PSDB), além de vereador, é comerciante e se manifestou favoravelmente à reformulação do calendário. “Os feriados no meio da semana podem ser bons para alguns setores, mas a grande maioria perde mais um dia de trabalho. Aquele que queira abrir para ter movimentação, acaba se deparando com o custo [por exemplo, horas extras] e termina não se tornando viável”, afirmou o parlamentar ao Correio do Estado.


Longo considera a medida uma boa saída para reverter, ao menos em parte, os prejuízos econômicos causados pela doença na Capital. “Depois de tanta perda, seria uma boa saída, uma boa alternativa para ajudar o setor. Precisamos começar urgentemente a pensar”, pontua.


Na Assembleia Legislativa, a ideia ainda não chegou a ser ventilada, mas para deputados em sintonia com o setor empresarial, pode ser uma excelente alternativa.  “Temos que juntar esforços e somar forças a favor do comércio, dos empresários e das indústrias, da manutenção dos empregos. O que pudermos fazer para ajudar o comércio, nós temos que fazer. Não dá para ficar crescente o número de empregos e tomarmos medidas radicais contra o comércio”, disse o deputado estadual Marcio Fernandes (MDB).


Ele explica que a atividade legislativa é limitada pelo fato de não poder invadir poderes atribuídos a outros entes, mas ressalta: “No que nós pudermos fazer, vamos fazer. Se o comércio e as empresas estão reivindicando isso, devem ter motivos”.

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