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Repasses para o futebol sul-mato-grossense chegam a R$ 8 milhões

Atualizado: 19 de jan.


Oito milhões de reais. Essa é a quantia a qual o investimento do governo estadual no futebol sul-mato-grossense vai chegar em 2022, ano em que o repasse feito pela Fundação de Desporte e Lazer (Fundesporte) vai chegar a marca recorde de R$ 1.068.362 para um único campeonato – que tem duração de meros três meses.


O repasse para apoiar o futebol local já é tradicional e feito há cerca de 15 anos. Contudo, os registros constam na Transparência a partir de 2012, quando os jogos também passaram a ser transmitidos em TV aberta.

Entre 2012 e 2021 – ou seja, os últimos 10 anos –, o volume de dinheiro recebido pelo futebol regional do Executivo do Estado foi de R$ 7 milhões, e nem mesmo a evidente derrocada do esporte bretão local barrou que o investimento crescesse, em vez de ser freado ou mesmo repensado para este ano.

A Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul (FFMS) é alvo de constantes críticas não apenas da imprensa, mas também da sociedade e de dirigentes (estes apenas em reservado, já que temem retaliações), situação que acaba a colocando como “capitã” dos recentes vexames do futebol local e também da falta de iniciativa de se mudar algo.

Ainda assim, ela vai receber mais dinheiro para 2022, a pedido dos próprios clubes, sem que qualquer meta tenha sido imposta para cumprimento no convênio publicado no Diário Oficial de ontem (13).

Apesar do apoio governamental para a realização do Campeonato Estadual, sua duração nesse período de 10 anos em que polpudos recursos foram transferidos para os cofres da Federação – e redistribuídos com pagamentos de hospedagens e alimentação nas viagens para os elencos, além da compra de uniformes – foi reduzida para três meses, ou até menos, sob justificativa de se adequar ao calendário nacional da CBF.

Há de se levar em consideração que na década anterior, entre 2001 e 2010, o torneio chegou a durar um semestre completo. Além disso, Mato Grosso do Sul caiu do 19º para o 25º lugar no ranking da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) – em resumo, o Estado hoje possui o terceiro pior futebol do Brasil, à frente apenas de Roraima e Amapá, que ainda assim se aproximam dos sul-mato-grossenses.

Em entrevista recente para o Correio do Estado, o próprio diretor-presidente da Fundesporte, Marcelo Miranda, revelou que uma de suas principais frustrações no posto que exerce é não ter conseguido ver o futebol regional se erguer, apesar do apoio constante e cada vez maior prestado pelo Poder Público.

Como reação ao declínio, a FFMS anunciou que exigiria dos clubes locais para participarem de torneios nacionais comprovação de capacidade financeira para tal e também, de forma subjetiva, capacidade técnica do elenco.

Outra iniciativa seria ajudar os clubes a conquistar novos patrocinadores – porém, nada disso foi visto ainda na prática, conforme revelado por alguns dirigentes à reportagem, que preferiram não se identificar.

Pelo contrário, o que acontece são vistas grossas, como a não cobrança da prestação de contas de 2021 para que os clubes possam jogar o Estadual de 2022 – nenhum dos documentos está disponível no site oficial da entidade, apenas os relativos a 2020.

O campeonato está previsto para começar em 2 de fevereiro, com quatro duelos. Já na segunda rodada, em 6 de fevereiro, um domingo, está previsto o clássico Comerário, que acontecerá às 15h no estádio Morenão.


R$8 milhões - investimento ano a ano no futebol de MS.

  • 2012 – R$ 645.400

  • 2013 – R$ 531.540

  • 2014 – R$ 749.980

  • 2015 – R$ 622.840

  • 2016 – R$ 622.840

  • 2017 – R$ 775.820

  • 2018 – R$ 622.750

  • 2019 – R$ 622.750

  • 2020 – R$ 822.699

  • 2021 – R$ 820.902

  • 2022 – R$ 1.068.362,40

Fonte: Transparência MS/Correio do Estado.

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