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Queimadas têm 26% de alta este ano e Pantanal está em alerta


Dados do Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (Inpe), indicam que os focos de calor este ano estão 26% acima do que foi registrado entre janeiro e maio do ano passado na região do Pantanal sul-mato-grossense. Neste primeiro semestre, o período seco perpetua no bioma e diversas áreas seguem sem inundação, o que gera sinal amarelo para autoridades. Para atuar contra incêndios, há em torno de 440 brigadistas certificados pelos Bombeiros de Mato Grosso do Sul, e ao longo destes cinco meses do ano diferentes ações foram aplicadas para tentar prevenir que áreas de maior potencial de queima tenham vegetação alta, o que facilita o descontrole das chamas. Em 2021, os focos de calor totalizaram 191 registros, contra 241 neste ano. Nestes cinco meses de 2022, os municípios de Corumbá e Aquidauana foram os que mais registraram focos de calor, com 150 focos e 41 focos, respectivamente. Áreas em Miranda também apareceram nesse ranking do monitoramento, ficando em terceiro lugar, com 22 focos. Parte desse aumento pode ser justificada porque, neste ano, o governo do Estado autorizou queimadas controladas em diferentes regiões, mas com necessidade de autorização do Instituto de Meio Ambiente de MS (Imasul). Ainda assim, o controle sobre esses casos passou a ser monitorado mais de perto pelos bombeiros, que possuem um sistema de identificação de calor em propriedades particulares e reservas. Além disso, já existe uma interligação de critérios para identificar onde o foco de calor está e em qual localidade ele foi detectado. O foco do trabalho de combate a incêndios no Pantanal este ano está ganhando um rumo direcionado para a prevenção. Isso porque, conforme os Bombeiros, o custo para garantir essa medida é menos dispendioso do que a atuação direta para extinguir chamas descontroladas no bioma, que apresenta uma série de dificuldades, como acesso às áreas. Durante evento de formação de brigadistas, realizado no dia 24, em Corumbá, o coronel bombeiro Militar Huesley Paulo da Silva, chefe do Estado-Maior Geral, indicou essa conta e ressaltou que a presença de brigadas vai ser importante para reduzir os casos graves neste segundo semestre. “Estamos formando um projeto grandioso de brigadistas, são 444 brigadistas no Pantanal. A cada R$ 1 gasto em prevenção, nós economizamos R$ 10 com o combate. Vamos contar com vocês. Proteger o patrimônio, a saúde, proteger a nossa vida”, defendeu o chefe do Estado-Maior Geral, que é o terceiro na linha de hierarquia dos Bombeiros em Mato Grosso do Sul. Não há um dado consolidado sobre o número de brigadistas que estavam atuando no Pantanal até o ano passado. O Comitê do Fogo-MS apontava que até 2020 e início de 2021 o bioma tinha 21 brigadas, e a maioria era formada por bombeiros e Prevfogo/Ibama, e uma minoria era de brigadas particulares e comunitárias. Esse quadro sofreu alterações e somente neste ano, entre fevereiro e abril, foram formadas 8 novas brigadas particulares e comunitárias, que correspondem a 129 brigadistas. Até o Sebrae-MS está envolvido nesse projeto, depois de termo cooperativo assinado com os Bombeiros para haver essa formação. O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) financiou esse projeto, que ainda teve o envolvimento do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). “Lá atrás, com os incêndios florestais no Pantanal [2019, 2020 e 2021], pensávamos como poderíamos ajudar e chegamos ao BID para obter recurso e fazer esse recurso chegar aos Bombeiros para capacitar pessoas”, explicou Claudio Mendonça, diretor-superintendente do Sebrae-MS. Ele ainda apontou que os incêndios geram impacto negativo na economia, com setores do turismo e do agronegócio amargando prejuízos. O Instituto SOS Pantanal é um dos órgãos que está monitorando a situação de risco de incêndios e indicou, em documento enviado ao governo estadual neste mês, que as áreas com maior perigo para ter ocorrência de fogo descontrolado estão nos municípios de Miranda e Aquidauana, por conta da estiagem, da falta de áreas com inundação e da vegetação encontrada nesses locais. Leonardo Gomes, diretor de Gestão do instituto, que integra a rede Observatório Pantanal, apontou que a formação de brigadas é uma das medidas importantes para preparar o território pantaneiro. Ele explicou que os cerca de 200 brigadistas que fazem parte da organização e atuantes no Estado receberam e certificação dos Bombeiros. Com informações do Correio do Estado

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