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Projeto que prevê recursos de R $ 162 milhões a Mato Grosso do Sul pode ser votado hoje


Está nas mãos do Congresso Nacional a aprovação de projetos, ainda nesta semana, que garantem o repasse até 31 de dezembro, nos próximos 15 dias, de R $ 162 milhões ao Governo do Estado e prefeituras sul-mato-grossenses referente ao acordo entre a União e os estados para perdas compensadas com desoneração do ICMS nas exportações durante 24 anos, previsto na Lei Kandir. Ao todo serão R $ 4


bilhões para todo o Brasil esse ano. Sem essas votações, previsão para hoje e quarta-feira, o Governo federal não pode cumprir esta primeira etapa do acordo, que prevê R $ 2.252 bilhões para o Estado até 2037.


Essas votações complementam a Lei 14.085 / 2020, sancionada no mês passado pelo Governo federal, que vai permitir ainda este ano o repasse. A lei, que alterou o Orçamento da União deste ano, que o Governo Federal seja dispensado da apresentação de medidas compensatórias, como aumento de impostos, em razão da transferência ..


Procedimentos nos poderes executivos e legislativo fazem parte do acordo homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 20 de maio para encerrar ações judiciais que apontavam omissão legislativa, que prevê regras para a União compensar os entes federados das perdas com a desoneração de ICMS nas exportações concedidas na Lei Kandir.


No acordo, estados e municípios receberão R $ 58 bilhões parcelados até 2037, sendo que deste ano até 2030 serão R $ 4 bilhões ao ano. A partir de 2031, será feita uma redução de R $ 500 milhões por ano até zerar o repasse. Ao todo serão R $ 65,6 bilhões. É que além dos R $ 58 bilhões, outros R $ 4 bilhões ficam condicionados à realização do leilão de petróleo dos blocos de Atapu e Sépia, na Bacia de Santos (SP), que estava previsto para esse ano mas deve ocorrer só em 2021, e mais R $ 3,6 bilhões serão repassados ​​caso a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Pacto Federativo (PEC 188/19) seja aprovada.


Hoje, a Câmara deve votar uma homologação desse acordo, contido no Projeto de Lei Complementar (PLP) 133/20. O texto foi aprovado pelo Senado Federal no mês passado e depois de apreciado na Câmara segue para sanção. O PLP estipula que as parcelas de cada estado e municípios vão ser elaboradas usando dois critérios.


Metade dos R $ 4 bilhões serão divididos com base em coeficientes individuais de estados e vínculos pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que é formado por secretários de todos os estados. Em 2018, este índice para Mato Grosso do Sul foi de 5.63386%. A restante, os outros R $ 2 bilhões, serão divididos de acordo com a tabela anexada ao projeto que define que Mato Grosso do Sul vai ter direito a 1.23465% do valor.


Por essa metodologia, o Estado vai receber este ano R $ 162 milhões, sendo que o Governo do Estado ficará com 75% (o que corresponde a R $ 121,5 milhões), e as 79 prefeituras sul-mato-grossenses ficarão com os 25% restantes (R $ 40,5 milhões). Por estar em dezembro, o repasse será feito uma única vez, só que a partir do ano que vem o repasse será mensal.


O outro texto que precisa ser aprovado ainda esta semana é o Projeto de Lei do Congresso (PLN) 41/20, que foi modificado às pressas na última quinta-feira pelo governo federal para incluir os R $ 4 bilhões necessário para que o acordo entre a União e os estados seja cumprido.


Originalmente, entre outros pontos, este PLN remanejava R $ 93 milhões para categorias de gasto em oito ministérios não anteriores no Orçamento. Essa alteração continua na proposta e, para isso, haverá cancelamento de emendas parlamentares de bancada estadual. Sem a aprovação deste PLN, mesmo que a Câmara aprove o PLP 133/20, o Governo ficará impedido legalmente de fazer o repasse.

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