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Próxima vacina da gripe deve chegar com atualização da nova cepa, diz secretário


Campo Grande pode receber nova remessa de vacinas contra a gripe já atualizada com anticorpos da nova cepa, H3N2, entre os meses de março a abril de 2022.


A informação foi dada pelo Secretário Municipal de Saúde, José Mauro Filho, disse na manhã desta segunda-feira (27), durante coletiva de imprensa.


"Essa doença chegou numa fase, de final de um ano, quando a vacina já tinha sido atualizada. Agora, em março ou abril, que vamos receber novas doses já com a vacina atualizada para essa nova cepa, não há essa situação de pânico que a gente está observando", disse.


A cepa Darwin (H3N2) é apontada por especialistas como a responsável pelos surtos de gripe no País.


Cidades como Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo já estão em alerta para uma possível epidemia, após registrarem um aumento considerável de casos entre o fim de novembro e a primeira quinzena de dezembro.


Até sexta-feira (17), a Capital havia registrado três casos de gripe referentes à nova cepa. Até a terça-feira (21), já eram 10.


No entanto, Mauro Filho avaliou que ainda não há prerrogativas no Ministério da Saúde para iniciar testagem em massa da população, e por isso não há previsão para que a secretaria o faça.


"Eu fui na seleta esses dias e tinha gente procurando teste para a H3N2. Nós temos unidades sentinelas para saber que o vírus ta circulando em Campo Grande, mas não é uma prerrogativa do Ministério da Saúde testar a população para a H3N2", apontou.


"Se existe [testes], é o próprio comércio oferecendo porque é uma questão comercial, mas isso não pode ser cobrado do sistema público como uma conduta de prevenção ou de identificação do quantitativo de pessoas que estão processo de gripe por H3N2", completou o secretário.


A previsão do Instituto Butantan é de que a atualização da vacina contra influenza com a variante Darwin fique pronta em março de 2022.

Ao Correio do Estado, o doutor em Doenças Infecciosas, Everton Lemos explicou que o aumento do número de casos de síndrome gripal preocupa, uma vez que esses sintomas se confundem com os da Covid-19.


Os casos de gripe, se não controlados com medidas de isolamento e imunização da população, podem se tornar um grande potencial para epidemia, assim como foi com a influenza H1N1."


"Neste sentido, a próxima campanha de [vacinação contra] influenza deve prever o novo sorotipo H3N2”, afirmou.

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