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Plantio da soja chega a reta final no Estado


Com expectativa de colher mais uma supersafra de soja no ciclo 2021/2022, Mato Grosso do Sul chega ao fim do plantio nos próximos dias.


Os produtores rurais aproveitaram o retorno das chuvas e semearam 97,5% da área destinada à oleaginosa. A área


plantada até o momento é de 3,681 milhões de hectares.

Entre as regiões, a central está com o plantio mais avançado, com média de 97,7%, enquanto a região sul está com 97,5% e a região norte, com 97,1% de média.

Dados do Sistema de Informação do Agronegócio (Siga MS) apontam que a evolução do plantio na safra 2021/2022 ultrapassou a média dos últimos cinco anos.

Em comparação aos dados da safra anterior, estima-se até o momento aumento de área plantada de 7%, passando de 3,529 milhões para 3,776 milhões de hectares.

“A área de soja no Estado está em constante crescimento, a expansão ocorre em áreas que eram destinadas ao cultivo de pastagem e cana-de-açúcar”, detalhou o boletim Casa Rural, elaborado pela Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Sistema Famasul).

A projeção para a próxima safra é retirar dos campos 12,7 milhões de toneladas, menor apenas do que a safra recorde colhida em 2020/2021.

No ano passado, segundo os dados do Siga MS, o Estado atingiu recorde com 13,3 milhões de toneladas colhidas, porém, a expectativa inicial era de 11,2 milhões de toneladas.

Para este ciclo a projeção é de que sejam colhidas, em média, 56 sacas por hectare, ante as 62 sacas por hectare do ano anterior.

O período chuvoso retornou ao Estado, apontando melhores potenciais para a safra, mas ainda a expectativa é de que a produção da safra seja dentro da média dos últimos cinco anos, em razão de a cultura não estar em pleno desenvolvimento fenológico no Estado”, apontou o boletim técnico.

Ao Correio do Estado, o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de MS (Aprosoja-MS), André Dobashi, disse que a colheita pode chegar ao recorde novamente.

Para esta safra de soja, a gente espera um resultado muito importante para o Estado, assim como todo o mundo, estamos bastante desabastecidos em função da pandemia. Precisamos de alimento barato e de produção, então, a gente espera realmente que essa safra de soja seja recorde”, afirmou no lançamento do plantio.

Em novembro, o comportamento de preço da oleaginosa foi divergente entre as praças pesquisadas.


O preço médio da saca de soja com 60 kg é de R$ 148,83, ao comparar com novembro de 2020, houve queda nominal de 10,08%, quando a oleaginosa havia sido cotada, em média, a R$ 165,52.


Esse valor não significa que o produtor esteja realizando negociações neste preço, tendo em vista que a safra 2020/2021 falta pouco para ser comercializada e a nova safra registra comercialização gradativa”, detalhou o boletim.


Segundo levantamento realizado pela Granos Corretora, até o 16, o Estado havia comercializado 33,20% da safra 2021/2022, atraso de 21 pontos porcentuais quando comparado ao mesmo período do ano passado.


Conforme já adiantado pelo Correio do Estado, o custo da produção desta safra ficou maior.

A valorização do câmbio, o aumento dos preços do frete internacional, a escassez de matéria-prima e o preço dos principais fertilizantes utilizados na agricultura brasileira, que tiveram alta de mais de 200%, têm impactado diretamente nos custos da produção agrícola do País, segundo os dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea-Esalq/USP).


O presidente da Aprosoja-MS destacou que o custo da produção da soja subiu 35%.


A gente espera que o preço não caia, em função até do câmbio, que não sinaliza quedas bruscas, então, a gente prevê um equilíbrio entre esse preço oferecido na saca de soja e o custo de produção, que já aumentou quase 35% em relação à safra passada. A demanda continua muito aquecida, e, talvez, esse seja um dos indicadores do porquê de o preço estar nesses patamares de hoje”, avaliou Dobashi.

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