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Petrobrás anuncia novo reajuste dos combustíveis


O litro da gasolina sofreu dois reajustes ontem em Mato Grosso do Sul. A Petrobras aumentou o preço da gasolina em 3% e do diesel em 4%. Além disso, conforme tabela do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), uma base de cálculo para tributário a gasolina comum sofreu acréscimo de 1% e o valor de referência do produto passa de R $ 4.6876 para R $ 4.7328.


O combustível, que já chega a R $ 4,75 na Capital, deve aumentar até R $ 0,07.


Segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), o efeito nas bombas será de R $ 0,05 na gasolina e de R $ 0,07 sem diesel. O diretor do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Lubrificantes e Lojas de Conveniência de Mato Grosso do Sul (Sinpetro-MS), Edson Lazarotto, disse que o repasse para o consumidor pode ocorrer ou não.


Como sempre, o aumento nos preços ocorre das refinarias para as distribuidoras e, finalmente, para os postos, que podem repassar ou não esses porcentuais de acordo com suas condições de mercado e concorrência local”, analisa.


De acordo com a estatal é o 40º reajuste da gasolina este ano, sendo 21 reduções e 19 aumentos. Ainda segundo a estatal, “o preço médio da gasolina vendida pela Petrobras às distribuidoras passa a ser de R $ 1,75 por litro. No ano, acumulação de redução de 8,7% ”, informou em nota.


O representante do setor frisa que com a mudança na pauta fiscal do Estado tem outro reajuste. “A partir de hoje [ontem] também ocorre a mudança de pauta do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços [ICMS], que deve impactar em alta de R $ 0,02 centavos”, informa Lazarotto.


Pesquisa da reportagem do jornal Correio do Estado realizada ontem apontados que a versão comum da gasolina varia entre R $ 4,47 e R $ 4,75 - média de R $ 4,54 por litro. Já a gasolina aditivada foi de R $ 4,55 a R $ 4,80.


De acordo com os dados aferidos há um mês, o preço médio do litro da gasolina comum ficava em R $ 4,50 - variando entre R $ 4,45 e R $ 4,64.


Levantamento semanal realizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aponta que a gasolina aumentou R $ 0,06 em um intervalo de duas semanas.


Conforme a agência, até o dia 28 de novembro, o litro do combustível era comercializado pelo valor médio de R $ 4,50. Enquanto na semana que terminou no dia 12 de dezembro, a média praticada no Estado foi de R $ 4,56 - indo de R $ 4,45 a R $ 4,79.


O diesel sofreu 31 reajusta-se em 2020, sendo 16 elevações e 15 quedas. De acordo com a estatal, o preço médio do diesel vendido pela Petrobras ao distribuidoras passa a ser de R $ 1,95 por litro. No ano, o valor do litro do combustível acumula redução de 16,6%.


Conforme levantamento da reportagem, o diesel S-10 é comercializado, em média, a R $ 3,64 - variando entre R $ 3,57 e R $ 3,69. O diesel comum varia entre R $ 3,57 e R $ 3,66 - média de R $ 3,62 por litro.


No Estado, de acordo com a ANP, o litro do diesel comum custa em média R $ 3,62, variando do mínimo, R $ 3,49, ao máximo, R $ 3,75. O Diesel S-10 é comercializado entre R $ 3,49 e R $ 3,79 - média de R $ 3,64.


O etanol acompanhou a gasolina e também ficou mais caro na Capital. Em novembro, conforme pesquisa da reportagem, o litro do etanol era comercializado em Campo Grande entre R $ 3,14 e R $ 3,39 - média de R $ 3,27. Ontem, o biocombustível foi de R $ 3,19 a R $ 3,54, média de R $ 3,28.


Dados da reportagem, com gasolina a R $ 4,54 e o etanol a R $ 3,28, a diferença entre os preços chega a 72%, acima do máximo indicado de 70%. O biocombustível tem uma queima maior, e por isso é consumido mais rapidamente. Com um litro de álcool, o motorista percorre uma quilometragem menor, quando comparado a um litro de gasolina.


Por este motivo, o álcool precisa custar até 70% o valor da gasolina para que a substituição de um por outro compense.


Dados da Agência, apontam que o preço do etanol vai de R $ 3,17 a R $ 3,59 no Estado, média de R $ 3,30. Com a gasolina a R $ 4,56, a diferença também é de 72% e por este motivo a troca não é escolhida.


Os preços do diesel e da gasolina vendidos ao consumidor são diferentes do valor processado nas refinarias pela Petrobras.Segundo a estatal, até chegar ao consumidor são acrescidos tributos federais e estaduais, custos para aquisição e mistura obrigatória de biocombustíveis, além das margens brutas das distribuidoras e dos próprios revendedores próprios.

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