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Paraguai vai verificar se hotéis receberam brasileiros depois da fronteira fechada

Atualizado: Mar 23


Diante de muitas denúncias sobre a possível entrada de brasileiros após o decreto de fechamento da fronteira como prevenção ao coronavírus (Covid-19), o departamento de migração paraguaio vai verificar os hotéis do país vizinho.


De acordo com o site ABC Color, a diretora do departamento María de los Ángeles Arriola, destacou que mesmo após a medida o país tem recebido muitos brasileiros pela fronteira seca.

Grande é o esforço que estamos fazendo para filtrá-lo. Temos funcionários que não dormem, problemas com muitos argentinos em Clorinda. Se houver (irregularidades), preciso saber os nomes para verificar – acrescentou”, disse María.

O trabalho para verificar se a entrada dos brasileiros foi ilegal ou não conta com o apoio das Forças Armadas, Polícia Nacional e Alfândega. A responsável pelo departamento de migração ainda destacou que caso os hotéis tenham recebido essas pessoas após a determinação enviará a segurança da imigração para trabalhar nesse assunto.


Mato Grosso do Sul tem mais de 500 quilômetros de fronteira seca com o Paraguai e para a presidente da AIHPy (Associação da Indústria Hoteleira do Paraguai) Cecília Cartes, o país tem recebido brasileiros mesmo depois da determinação e que eles tem entrado por esses locais.


Ela ainda destacou que se os hotéis continuarem aceitando esses viajantes devem permanecer com eles pela quarentena, mas estão oferecendo risco aos funcionários, sem qualquer apoio do Estado.


Vale lembrar que a entrada de estrangeiros não residentes no país está proibida desde a manhã desta segunda-feira. A restrição de circulação na região fronteiriça foi decretada pelo presidente Mario Abdo Benitez no sábado (14). Na ocasião o governante também pediu que a população evitasse sair de casa.


De acordo com a direção geral de Migração, Angeles Arriola, nos últimos dias foram colocados 40 pontos de controle militar ao longo da fronteira e 20 patrulhas com motocicletas viajando constantemente.


Também parte da decisão do presidente Mario Abdo Benitez, o Shopping China, maior centro comercial de importados na fronteira, decidiu fechar as portas por tempo indeterminado. A medida foi tomada para prevenção de colaboradores e clientes.