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Nova Ferroeste vai reduzir 32% custos logísticos da região sul do Estado


Paraná e Mato Grosso do Sul deram mais um passo significativo na consolidação do projeto da Nova Ferroeste, traçado que vai ligar Maracajú (MS) a Paranaguá (PR), também chamado de Corredor Oeste de Exportação. O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) recebeu na manhã desta segunda-feira (22) o governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior (PSD), para discutir sobre cronograma do projeto que pretende revolucionar o setor de transportes e logística.


O governador Reinaldo Azambuja falou do entusiasmo que é a aproximação dessa iniciativa para Mato Grosso do Sul.


A nova Ferroeste é um sonho de Mato Grosso do Sul e Paraná, que está caminhando a passos largos. O projeto estruturante vai revolucionar o Centro-Oeste, Paraná, Paraguai, Bolívia, e toda nossa região, oferecendo competitividade, diminuição de custo, melhoria do transporte e melhorias no transporte”, descreveu Azambuja.


Ainda sem definição de valor final justamente por estar em fase de conclusão preliminar, a expectativa é colocar a ferrovia em leilão na Bolsa de Valores do Brasil (B3), com sede em São Paulo, até novembro de 2021.


Entre os destaques está a estimativa de que a obra possa reduzir em 27% o custo das exportações. Ratinho Júnior, governador do Paraná, também diz estar muito confiante no desempenho do projeto, que segue com cronograma em dia e em breve estará ponto para o leilão.


Será feito um grande corredor de exportação do Mato Grosso do Sul ao Paraná. Este sonho existe há muitos anos, mas tecnicamente nunca foi feito um projeto com um estudo técnico mais aprofundado”, destacou.


Conforme o secretário de Estado de Infraestrutura, Eduardo Riedel, a iniciativa vai reduzir custos, estimular o desenvolvimento e gerar emprego e renda para a população dos dois Estados.


É uma ferrovia extremamente importante para Mato Grosso do Sul, vai sair de Maracaju e vai até o Porto de Paranaguá, o que representa uma redução de 32% nos custos logísticos da região de Maracaju, Dourados, Amambai, descendo para o Paraná, o que significa mais emprego, significa mais renda, aumento da atividade produtiva”, afirmou.


A nova malha ferroviária terá 1.285 quilômetros de extensão total. O pacote inclui a construção de uma ferrovia entre Maracajú e Cascavel; um novo traçado entre Guarapuava e Paranaguá; um ramal multimodal ligando Cascavel e Foz do Iguaçu; além da revitalização do atual trecho da Ferroeste, entre Cascavel e Guarapuava.


A iniciativa atende ao objetivo de ampliar a malha ferroviária nacional, de modo a atender o transporte voltado à exportação, o que favorece a competitividade, a integração e a segurança de mercadorias.


A expectativa, de acordo com os técnicos, é que pela Nova Ferroeste seja possível o transporte de 54 milhões de toneladas por ano, ou aproximadamente 2/3 da produção da região.


Ainda não há um valor definido para a obra, visto que o projeto está em fase de elaboração, a expectativa de investimentos na ordem de R$ 20 bilhões e vai transformar o Paraná no Hub Logístico da América do Sul.


A previsão de economia de tempo de transporte/trânsito é reduzir de 100 para 18 horas, a atual velocidade de transporte.


Entre janeiro e outubro de 2020 a Ferroeste registrou lucro operacional de R$ 1,2 milhão e faturamento bruto de R$ 19 milhões, segundo balanço da empresa. Também houve redução dos custos operacionais em relação a 2019, em cerca de 35%, consequência de um trabalho de austeridade.


O projeto é consistente, foi bem construído e é considerado um dos mais viáveis para investimentos no Brasil porque facilita o carregamento próximo aos produtores e a entrega com segurança nos navios, além de se aliar aos projetos em andamento da nova roupagem ferroviária, com conexão até Paranaguá, Foz do Iguaçu e o Mato Grosso do Sul”, afirmou o diretor-presidente da Ferroeste, André Gonçalves.


O governo do Estado criou um Grupo Técnico (GT), durante reunião na manhã desta segunda-feira, para acompanhar os projetos e discutir melhorias nas ferrovias que cortam Mato Grosso do Sul. O grupo foi criado para acompanhar de perto os processos, assim como estará envolvido no projeto de criação da Nova Ferroeste.


O GT é integrado por representantes de várias secretarias de Governo, do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do governo federal, da Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul), entre outros órgãos.


O secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), Jaime Verrcuk, explicou que o Grupo Técnico recém criado não vai tratar apenas da Ferroeste, mas de outros trechos de importância estratégica para a logística e o desenvolvimento do Estado.


"A Malha Oeste, que liga Mairinque (SP) até Corumbá (MS) e o ramal de Campo Grande a Ponta Porã está em processo de relicitação. Estão sendo feitos agora os estudos de viabilidade para a relicitação”, afirmou.

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