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No Pantanal de Mato Grosso do Sul, queimada destrói ponte na Estrada Parque

Atualizado: Ago 20


Os incêndios que atingem o Pantanal de Mato Grosso do Sul desde o mês passado seguem se alastrando e desta vez destruíram uma ponte sobre uma vazante na MS-228, a Estrada Parque.


Grande parte da estrutura da ponte virou cinzas, enquanto a vazante acumula água no seu entorno. A vegetação ainda queima e a fumaça tomou conta da região, encobrindo a estrada.

Moradores da região informaram aos técnicos da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) que as chamas foram trazidas pelos fortes ventos da Baía Negra, uma Área de Preservação Permanente (APA) em Ladário.


O tráfego na MS-228 está normal na ponte destruída: um desvio pelas terras de uma fazenda transpôs a vazante. O governo ainda reconstruiu uma travessia em caráter emergencial para dar apoio aos fazendeiros do Abobral e da Nhecolândia.


As chamas chegaram à estrada e impediram o acesso dos bombeiros de Corumbá à ponte. Os focos de calor reacendem por vários lugares, exalando forte cheiro, mas não espantam as aves, que continuam se concentrando nos poucos alagados em busca de comida.


O Corpo de Bombeiros de Corumbá desativou a estrutura montada na Serra do Amolar, ao Norte de Corumbá, após três dias de combate aos focos de calor que ameaçavam a reserva Novos Dourados e a comunidade ribeirinha situada no pé da morraria.


O fogo intenso na margem oposta do Rio Paraguai foi combatido por 12 bombeiros e brigadistas do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (PrevFogo).

Após controlar os focos ontem, segunda-feira (10), os militares deixam a região da Nhecolândia, assim como o helicóptero Pantera, do Exército, nesta terça-feira (11).


Em algumas áreas da Nhecolândia, centro criatório da planície pantaneira, os incêndios já chegaram e devastaram pelo menos três mil hectares de pastagem nativa e formada. Os proprietários ainda não têm extensão dos prejuízos e fazem levantamento dos rebanhos. O fogo queimou 1.600 hectares da Fazenda Itá e 1.300 hectares da Fazenda Paiol.


A região está em alerta. A forte seca em áreas anualmente inundadas no Paiaguás pelo Rio Taquari favorece aos focos de calor. O Corpo de Bombeiros de Corumbá mantém quatro equipes de prontidão e viaturas equipadas com kit pick-up.

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