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No último bimestre letivo, alunos da rede estadual retornam 100% às salas em MS

Atualizado: Out 5


Nesta segunda-feira (4), todos os alunos da REE (Rede Estadual de Ensino) retornam às salas de aulas em Mato Grosso do Sul. É o fim do ensino híbrido e remoto, e as salas de aula não terão mais a restrição na ocupação conforme a bandeira do Prosseguir (Programa de Saúde e Segurança da Economia).


A decisão foi tomada na última quarta-


feira (29). O secretário adjunto da SED (Secretaria de Estado de Educação), Edio Antônio Resende de Castro, explica que a decisão da volta às aulas foi possível devido ao alto índice de cobertura vacinal entre adultos e adolescentes.


Agora, o trabalho será feito para ajudar os alunos a recuperar o ritmo nos estudos. “As perdas são grandes, talvez demore 10 anos para recuperar a perda desses 503 dias. Temos planos de retomada, recuperação para que possam estar no nível que deveriam estar”, disse o secretário adjunto.


Na Escola Estadual Joaquim Murtinho, esta segunda-feira será de retorno para cerca de 1,7 mil alunos que estudam do 9º ano do Ensino Fundamental ao 3º do nível Médio.


Para garantir a segurança aos alunos e familiares, o diretor da unidade, Cláudio Morinigo Ribeiro, explica que haverá controle de vacinação de professores e alunos. Caso o estudante não tenha tomado a vacina ou esteja com dose atrasada, a escola entrará em contato com os pais.


A estudante Bárbara Batista, 16 anos, disse que teve dificuldades de aprendizado desde o início do ensino remoto, no ano passado, mas acredita que "esses três meses não vão fazer a diferença", pontuou.


A opinião é compartilhada por Maria Rita da Conceição, 19 anos. Ela acredita que o aprendizado na sala de aula é melhor, mas pensa que não vai conseguir recuperar o tempo perdido. "Estava com dificuldades em casa e não tinha ninguém para me acompanhar", justifica.


André da Silva, 16, e João Paulo, 12, também acreditam que as aulas deveriam voltar 100% somente no ano que vem. Além disso, não estão muito confiantes com as medidas de biossegurança. "As linhas 086 e Roselândia [do transporte coletivo] vieram muito lotados. Vai ter aglomeração nas salas de aula e nos ônibus", declarou André.


Pai de aluno, Jorciley Vargas, 38 anos, que trabalha como supervisor de almoxarifado, estava deixando o filho Jhonatan Gabriel, de 15 anos, que tem asma e já tomou as duas doses da vacina. Ele disse estar tranquilo, pois acredita que as aulas estão seguras com as medidas de biossegurança. Além disso, o retorno irá ajudar no desenvolvimento do filho. "Em casa tem que ter mais disciplina, ficar pegando no pé, mas ele conseguiu acompanhar", pontua.


Bianca Neves, do 2º ano, também disse que teve dificuldades no ensino remoto, "por não ter professor perto para ensinar". Assim, a expectativa dela é boa, pois existem alunos que precisam da escola.


Débora Haidy, também do 2º ano, disse que mora com a avó e, por isso, fica com medo, pois na casa dela já estão todos vacinados, mas na escola nem todos estão imunizados. Apesar disso, disse que está confiante diante da fiscalização da escola.


O secretário adjunto afirma que as salas de aula da rede estadual atendem, em média, entre 27 e 28 alunos. “Não vamos ter problema de distanciamento, vai ser cumprido”. As outras medidas de biossegurança também continuam, como disponibilidade de álcool em gel e medição da temperatura dos alunos na entrada das escolas.


Com a volta das aulas presenciais, os alunos que não comparecerem às escolas ainda não levarão falta em um primeiro momento. Castro afirma que os educadores devem identificar o motivo da falta do estudante e atuar para ajudar no problema.


Foi porque o pai não deixou vir? Foi porque está trabalhando para ajudar na renda? Eu peço que o gestor escolar entenda, que não coloque falta no primeiro momento”.

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