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Governo de MS quer R$ 4,8 milhões de verbas federais para hospital investigado

Atualizado: 26 de Nov de 2019


O Governo Estadual aprovou a solicitação de emenda federal de R$ 4,8 milhões para o HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul). A publicação foi feita no DOE (Diário Oficial do Estado) nesta segunda-feira (25), e coincide com o caos administrativo que a unidade de saúde enfrenta. O hospital é alvo de investigação após registrar mais de 1140 mortes somente em 2019.


Além disso, o HRMS foi alvo da Operação Reagente, que investigou suspeita de corrupção com direcionamento de licitação para compra de reagentes usados em exames laboratoriais. A denúncia de desvio de dinheiro público, no entanto, foi rejeitada e arquivada pela juíza da 3ª Vara Criminal, Eucélia Moreira Cassal.


Eucélia Cassal avocou os autos da Operação Reagente, deflagrada pelo Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) e pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do MP-MS (Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul) e arquivou a denúncia que levantou indícios de um desvio de mais de R$ 3 milhões no HRMS (Hospital Regional).


Na Justiça Federal, no entanto, onde o Hospital Regional também foi alvo da Operação Again, que identificou indícios de corrupção, a ação corre e o TRF3 solicitou manifestação das defesas dos suspeitos para avaliar denúncia por peculato ainda neste ano.


Deflagrada em janeiro de 2018, a Operação Again visou desarticular organização criminosa responsável por fraudes a licitações e desvios de recursos públicos no Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian e no Hospital Regional, ambos de Campo Grande. O nome, ‘de novo’, em inglês, é uma referência à suposta repetição do esquema que já havia sido flagrado na Operação Sangue Frio, em 2013.

Agora, conforme consta na publicação, na página 5, o recurso viria do Fundo Nacional de Saúde e poderá ser aprovado por meio do Ministério da Saúde.


Segundo a proposta, o valor seria destinado para a compra de equipamentos e materiais para o hospital. A declaração deverá ser apresentada para o ministério de Luiz Henrique Mandetta (DEM), que já foi secretário municipal de saúde em Campo Grande (MS).