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Esquema no Detran-MS é suspeito de anular multas para salvar CNH's em MS

Atualizado: Jul 15


Um esquema criminoso no Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) é investigado por suspeita de anular multas de trânsito e ‘salvar’ CNHs (Carteira Nacional de Habilitação) de motoristas flagrados em Campo Grande cometendo infrações gravíssimas, que levam à suspensão ou perda do direito de conduzir.


Segundo apurado, a suposta rede de corrupção atenderia geralmente ‘playboys’, que cometem infrações gravíssimas como exibir manobra perigosa (arrancada brusca, derrapagem ou frenagem com deslizamento ou arrastamento de pneus) e até rachas (disputar corridas).


Em comum, são todas apontadas como gravíssimas no CTB (Código de Trânsito Brasileiro) e possuem na penalidade, além da multa pesada, a suspensão do direito de dirigir e a apreensão do veículo, geralmente carros de luxo ou camionetes grandes de alta performance.


Para anular as multas e se livrar do risco de perder a CNH, os motoristas pagavam de R$ 3 a R$ 5 mil.


E, mesmo cobrando valores até maiores que as multas aplicadas, o grupo oferecia como vantagem livrar os condutores da suspensão ou perda da CNH e de cumprir determinações como cursos de reciclagem.


No entanto, com a popularização do ‘esquema’, outros condutores passaram a ser indicados, abordados e atendidos.


Geralmente a ‘clientela’ tinha alto poder aquisitivo e cometia infrações sempre ligadas a ‘algazarras’ no trânsito em regiões nobres de Campo Grande.


Conforme apurado, os autos de infração aplicados aos motoristas que pagavam propina para o grupo simplesmente ‘sumiam’ do sistema do Detran-MS, ou nem chegavam a ser inseridos.


Para anular multar, é preciso ter acesso ao sistema digital de cadastramento com credenciais que poucos no Detran-MS possuem.


Já o ‘sumiço’ das multas sem sequer serem cadastradas, segundo servidores que conhecem os procedimentos internos, indica que teriam acesso aos documentos antes de serem inseridos digitalmente no banco de dados.


A reportagem ouviu servidores do Detran-MS que apontam as suspeitas para a Divisão de Controle de Autuação e Penalidades de Multas do órgão.


Juliana Cardoso Moraes, servidora comissionada do Governo do Estado, atualmente na Segov (Secretaria de Estado de Governo e Gestão Estratégica) comandou o setor por mais de cinco anos.


Ela foi nomeada para a função pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB) em 15 de janeiro de 2015, primeiro ano da gestão do tucano, e já se envolveu em denúncias anteriores, suspeita de adulterar datas na transferência de pontos em CNHs para favorecer políticos sul-mato-grossenses.

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