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Especialista explica estratégia adotada por MS contra a covid


Desde maio, Mato Grosso do Sul mudou a estratégia e passou a recomendar que os municípios passassem a adiantar a aplicação da 2ª dose da AstraZeneca. A mudança fez com que diminuísse o número de pessoas que recebem a 1ª dose da vacina, mas por outro lado garante a imunização completa a uma parcela da população de forma mais rápida.


O infectologista e pesquisador da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), Júlio Croda, explicou que essa é a estratégia mais adequada para o momento que MS vive na pandemia. "Não temos dados da eficácia da variante P1, mas para a Delta, que é a variante do Reino Unido, dados mostram que a AstraZeneca tem que ser em duas doses. Então é melhor estar com a parcela da população mais idosa completamente protegida", destacou.


Para o especialista, é mais interessante ter a parcela da população mais idosa protegida contra a variante nesse momento, pois a parcela mais jovem tem risco menor de desenvolver quadros mais graves da doença e de óbito.


O secretário estadual de saúde, Geraldo Resende, explicou que a bula da AstraZeneca permite a 2ª dose a partir da 4ª semana. "A bula recomenda intervalo de 4 a 12 semanas entre as doses. Estamos fazendo a previsão e tentando adiantar a imunização [completa] em MS, tendo em vista que somos o estado que mais aplicou a D1", pontuou.


O estudo citado pelo especialista aponta que a vacina da AstraZeneca tem eficácia de 64% contra a variante Delta. Já contra a variante Alfa é de 74%. No Brasil, as doses da AstraZeneca são envasadas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e utilizadas pelo Ministério da Saúde no Plano Nacional de Imunização (PNI).

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