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Escolas de São Gabriel ganham lousas digitais para recuperar tempo perdido


A defasagem do ensino causado pela pandemia terá consequências drásticas para o desenvolvimento do País, como a exclusão socioeconômica e cultural de crianças e jovens que não foram alfabetizados na idade mais adequada – dos 6 aos 10 anos.




Para tentar reduzir esses efeitos, a prefeitura de São Gabriel do Oeste fez investimento em lousas digitais e notebooks para crianças do 4º ao 7º ano.


Segundo o Fundo de Emergência Internacional das Nações Unidas para a Infância (Unicef), o Brasil corre o risco de regredir mais de duas décadas no acesso de meninas e meninos à educação.


Pensando nisso, o município de São Gabriel do Oeste, no norte de Mato Grosso do Sul, que há anos vem despontando no quesito inovação na educação, retoma seu planejamento com investimentos em infraestrutura e recursos humanos.


As cinco escolas e os quatro centros de Educação Infantil municipais foram revitalizados; quadras esportivas receberam melhorias para atender aos mais de 3,5 mil alunos matriculados.


Os servidores municipais, inclusive professores e profissionais da educação, receberam um aumento salarial de 18,58%, que os coloca em um patamar privilegiado em relação aos outros municípios.


Salas de aulas do 4º ao 7º ano receberam lousas digitais, que funcionam como uma grande tela com touch screen, que permite aos professores escreverem na tela com uma caneta digital, além de explorarem vídeos, mapas, gráficos, fotografias, animações e outros conteúdos disponíveis na internet com muita facilidade e dinâmica, tornando as aulas mais atrativas aos alunos.


Ao todo, 13 dispositivos foram instalados, garantindo uma ferramenta diferenciada para a educação do município.


Outra inovação são os laboratórios móveis de informática. Ao todo, são sete laboratórios e 240 novos notebooks para serem utilizados em salas de aula.


Esses equipamentos oferecem a possibilidade de atender mais alunos, por conta da mobilidade, de uso compartilhado entre professores e estudantes, além da adaptação a cada espaço físico. O município é o primeiro de Mato Grosso do Sul a disponibilizar os equipamentos neste novo formato para as unidades escolares.


O prefeito de São Gabriel do Oeste, Jeferson Tomazoni, fala sobre a gestão dos recursos:

Não medimos esforços para oferecer aos nossos estudantes um ensino de qualidade. A educação de nossa cidade vem sendo construída com recursos aplicados em uma boa estrutura física, em material escolar e pedagógico de qualidade, em uma merenda saudável, com ótimo valor nutricional, em salas de aulas climatizadas, com cadeiras e carteiras novas, com acesso a tecnologias e diversos outros benefícios”, diz ele.


Além da jornada pedagógica realizada no início do ano, os 420 profissionais da educação participam das atividades de formação continuada com o objetivo de se manterem atualizados, de forma que possam reformular as práticas pedagógicas com base nos objetivos de aprendizagem e nos campos de experiência propostos na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), para que dessa forma atuem com segurança, seguindo as práticas mais atualizadas, com base em evidências científicas.


A Base Nacional Curricular Comum, documento normativo de âmbito federal, de 2017, lista 10 competências gerais da Educação Básica que precisam ser articuladas com os componentes curriculares.


Uma delas trata justamente da necessidade de se compreender e utilizar a tecnologia para disseminar o conhecimento.


Com base nessas normativas, a Secretaria Municipal de Educação fez parcerias com a Editora Moderna, o Senai e o Samu para a formação continuada.


A secretária municipal de Educação, Danielle Souza, conta, que todos esses investimentos fazem parte de planejamento de valorização às políticas públicas da educação:


O período da pandemia gerou uma defasagem enorme, e precisamos retomar o processo educacional de nossas crianças e jovens. A Base Nacional Comum Curricular já falava em inclusão digital como política pública. Então a formação continuada trata de questões emocionais, de como lidar com esses dispositivos tecnológicos e sua perspectiva inclusiva no processo educacional”, disse Souza.


No início do ano letivo, os alunos receberam seus uniformes e kits didáticos, com agenda e material de apoio complementar de atividades. Aos professores, além dos livros, há mídias digitais com videoaulas interativas, opções de jogos lúdicos, calendários e guias. Estamos garantindo também uma boa conexão de internet para suportar toda essa tecnologia, e estamos providenciando uma usina fotovoltaica para suprir energia das nove unidades escolares”, disse Danielle.


A pré-escola também recebeu melhorias, como o kit de material escolar, composto por um livro por semestre, caderno de criatividade, caderno de cenários, livro de contos, agenda pessoal, livro da família (que mantém a comunicação com os pais) e o material de orientação para o professor. Tudo em uma prática maleta.


Nos centros municipais de Educação Infantil, 21 notebooks foram entregues para serem utilizados em ambiente escolar como ferramenta de suporte para o desenvolvimento e planejamento das ações pedagógicas.


Os centros também foram contemplados com 45 caminhas empilháveis, uma estrutura que facilita a hora do sono dos pequenos. Uma das características da cama empilhável é a facilidade no processo de higienização, já que a estrutura é construída em tecido vazado 100% poliéster de alta resistência, revestido com PVC.


A estrutura também elimina a utilização dos colchões e colchonetes no chão, garantindo mais conforto e segurança para os pequenos.


Para as atividades de Educação Física, cada escola recebeu 176 novos itens.


Foram adquiridos bambolês, camas de jump, cronômetros, cones, pesos, jogos de tabuleiro, redes, colchonetes, petecas, barreiras de salto, discos de atletismo, cordas, raquetes e bolas de diversas modalidades.


Com informações do Correio do Estado

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