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Denúncias nas eleições de 2022 em MS devem começar com campanha mal disfarçada de sátira


As denúncias nas eleições de 2022 devem começar antes das campanhas oficiais em Mato Grosso do Sul. Tática manjadíssima de espalhar videozinhos que tentam disfarçar campanha eleitoral descarada com sátiras malfeitas está na mira de mais de uma legenda política.



O plano, aparentemente considerado eficiente pelos 'papas do marketing eleitoral', tem várias falhas primárias apontadas por quem há décadas acompanha campanhas sul-mato-grossenses.


Além de usar 'pseudo-influencers' péssimos de serviço, a iniciativa distribui vídeos péssimos, de acabamento sofrível e roteiros paupérrimos, que não justificariam a grana que já estaria sendo enterrada.


Assim, como dinheiro sempre deixa rastro, já teria pré-candidaturas com verdadeiros dossiês prontos ligando os 'criativos' a grupos políticos. E até internamente a prática já causa problemas em pré-campanhas.


Reunião recente em Campo Grande teve longa discussão sobre a eficácia da prática e os custos envolvidos, que estariam acima do esperado e centralizados.


Assessor jurídico de uma das pré-campanhas garante que aguarda apenas autorização para disparar as denúncias nas eleições de 2022. E a papelada será distribuída em diversas esferas, pois a prática teria configurados diversos ilícitos eleitorais, crimes de internet e até ocultação de bens.


"Como não cheira nem fede estatisticamente, mandaram dar corda e esperar para denunciarmos no momento certo, com todas as ligações comprovadas por pagamentos aos implicados que levam direto a pré-campanhas", explica o advogado.


Segundo ele, o cálculo é que o ganho será maior com o desgaste a ser causado. "Neste ano, estar vinculado a denúncias nas eleições contra campanhas de desinformação será muito ruim para qualquer grupo político. A justiça Eleitoral deve aplicar tolerância zero", aposta.


As campanhas de desinformação já têm sido o foco das denúncias nas eleições deste ano. Desinformar sistematicamente é usar recursos profissionais, como uma produtora de vídeo, mesmo que de fundo de quintal, para espalhar informações sem a devida confirmação, com intenção de prejudicar um dos lados de uma polêmica pública ou disputa eleitoral.


Com informações do Midiamax

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