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Com válvula, de crochê ou com zíper: Máscaras ‘diferentonas’ não são eficazes contra o coronavírus


Obrigatórias no transporte público, em lojas, supermercados e em praticamente todos os ambientes públicos, as máscaras caseiras são utilizadas para ajudar a prevenir a transmissão do coronavírus. Como não há como fugir delas, novos modelos têm sido vendidos, para dar um toque de ‘diferente’. Com válvulas, abertura de zíper e até feitas de tricô ou crochê, os modelos são variados, mas é preciso ficar atento para saber se realmente vale a pena investir nas máscaras ‘diferentonas’.


Como o uso de máscaras cirúrgicas não é acessível para toda a população, já que os profissionais de saúde têm prioridade, o Ministério da Saúde recomendou o uso de máscaras caseiras. Qualquer pessoa pode fazer a sua própria máscara em casa e, assim, foram surgindo modelos variados, que podem não ser eficazes contra o coronavírus.


É importante ressaltar que as máscaras caseiras reduzem a propagação do coronavírus já que cobrem a boca e o nariz. Mas afinal, o que é a eficácia no uso das máscaras? Pesquisas mostram que as partículas do coronavírus têm cerca de 0,08 micrômetros, enquanto que as tramas de um tecido têm espaços quase mil vezes maiores. O que quer dizer que a máscara não vai segurar o vírus completamente, mas vai reduzir a distância que as partículas se espalham para longe do corpo da pessoa.


Como as máscaras podem ser feitas em casa, elas não são regulamentadas. Porém, é possível utilizar as máscaras artesanais da forma mais segura possível, seguindo algumas recomendações. A infectologista da SES (Secretaria de Estado de Saúde), Mariana Croda, alerta que há uma padronização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para máscaras caseiras.


Nas redes sociais, é fácil encontrar uma infinidade de modelos de máscaras. Há máscaras estampadas, de crochê, de tricô, com zíper e até com válvulas. No caso das máscaras caseiras, é preciso seguir o padrão da Anvisa para garantir mais segurança contra o coronavírus.


Com uma rápida leitura nas recomendações da Anvisa, já seria possível descartar o uso das máscaras mais diferentes, como as de tricô ou crochê por exemplo. O crochê pode até ser utilizado por fora, para enfeitar, mas por dentro, devem ser utilizados os tecidos adequados.


Outra ideia que tem sido utilizada é a de máscaras com zíper. Nos Estados Unidos, uma marca lançou o modelo, para que pessoas possam tomar bebidas sem tirar a máscara. Porém, estes modelos ainda expõem a boca, o que representa um risco de transmissão do coronavírus.


No caso de máscaras com válvulas, um estudo mostrou que elas não são ineficazes para conter o coronavírus. A pesquisa foi publicada na revista Physics of Fluids, do Instituto Americano de Física. Os cientistas simularam tosses e espirros, o experimento mostrou que no caso das máscaras com válvulas, um grande número de gotículas escapa e se dispersa rapidamente pelo ambiente.


A orientação da Anvisa é que a máscara seja feita com tecidos que contenham algodão em sua composição e tecidos sintéticos apropriados. É recomendável que o produto manufaturado tenha 3 camadas: uma camada de tecido não impermeável na parte frontal, tecido respirável no meio e um tecido de algodão na parte em contato com a superfície do rosto.


O design da máscara facial deve ser confortável e eficiente: deve estar bem adaptada ao rosto, para que se evite sua recolocação toda hora, lembrando que seu uso é por um período de poucas horas, em situações de saída da residência, e sempre se respeitando a distâncias entre as pessoas preconizado pelo Ministério da Saúde ou Organização Mundial da Saúde.

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