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Com lucro recorde, projeto de privatização da MSGÁS é adiado e tem leilão previsto para 2022


Após vencer novo prazo, os estudos de viabilidade para privatização da MSGÁS - que teve maior lucro da história da companhia em 2020 - foram adiados novamente. O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) confirmou os novos prazos do processo. O leilão que deveria acontecer, inicialmente, ainda no fim de 2021, está previsto para o 1º trimestre do ano que vem.


O processo de desestatização foi autorizado pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB), apesar de a companhia ter alcançado lucro recorde de R$ 84 milhões em 2020.


O estudo é o primeiro passo para a privatização e vai apontar se o melhor caminho será a venda de 51% da participação do Estado ou uma PPI (Programa de Parceria de Investimento), em que uma empresa particular poderia assumir a ampliação de ramais de gás e explorar o serviço.


O documento deveria ter sido entregue no fim do ano passado, mas atrasou. Acabou ficando para o fim de março deste ano. Como a conclusão do estudo não aconteceu, um novo prazo foi dado: até o fim de junho.


Conforme o BNDES, até julho, a previsão é de que já estejam concluídas as etapas dos estudos iniciais, consulta pública e aprovação dos órgãos de controle. Assim, até o fim de 2021, deve ser publicado o edital, para que até o fim de março de 2022 seja realizado o leilão, com assinatura de contrato ainda para o 1º semestre do ano que vem. Isso, claro, se não houver imprevistos.


Conforme a assessoria do BNDES, duas questões travam o andamento dos estudos: novas diretrizes do mercado de gás no país e a privatização da Gaspetro - braço da Petrobras que possui 49% da MSGÁS.


Dessa forma, houve, inicialmente, necessidade de ajustar todo o projeto com o programa do Novo Mercado de Gás, lançado pelo governo federal.


A companhia de economia mista que é controlada pelo governo de Mato Grosso do Sul teve lucro recorde em 2020 de R$ 84 milhões. O resultado foi apresentado em relatório no mês passado, que destacou aumento de 587 clientes no ano passado, alcançando 10.616 unidades consumidoras, apesar da pandemia. “Nossa rede cresceu 22,05 quilômetros em relação ao ano anterior e nosso lucro superou R$ 84 milhões, ou seja, quase 106% maior do que em 2019”, afirma o documento.


Assim, nos últimos 4 anos, a MSGÁS soma lucros de R$ 153,4 milhões.

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