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Com 42 mortes, Saúde faz alerta com aumento de casos de dengue em MS

Atualizado: Nov 4


Com mais de 70,5 mil notificações e 42 mortes em Mato Grosso do Sul nos 10 primeiros meses de 2020, a SES (Secretaria Estadual de Saúde), fez um alerta ao perceber o aumento de casos de dengue. Os números, de acordo com a pasta, são alarmantes em todos os municípios do Estado. Por isso o alerta para que a população mantenha os


cuidados em casa para evitar os criadouros do mosquito Aedes aegypti, também causador de outras doenças que podem levar a morte.


Aproveite o isolamento social para verificar nas residências se existe o criadouro do mosquito da dengue. Nós somos o segundo Estado no ranking nacional desta doença que tem ceifado muitas vidas”, destaca o secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende.


Segundo a diretora-geral de Vigilância em Saúde da SES, Larissa Castilho, há alta incidência em todos os municípios do Estado. “Infelizmente, muitas pessoas não estão colaborando, existem muitos criadouros nas residências que precisam ser eliminados pelos próprios moradores, considerando que 80% dos criadouros se concentram nas residências”, frisa.


De acordo com a SES, as vítimas da doença tinham idade entre 9 a 92 anos. Ao todo, 55,7% das vítimas são mulheres e 44,3% homens. Dados do Boletim Epidemiológico de Dengue apontam que os cinco municípios com maior incidência de casos são: Douradina, São Gabriel do Oeste, Anaurilândia e Ponta Porã.


Dos 75 mil casos confirmados, 73% dos casos encerrados foram diagnosticados de forma clínica, levando em conta os sintomas e o histórico epidemiológico daquele paciente e 27% laboratorial via Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), por meio de exame RT-PCR em tempo real, detecção de anticorpo IgM e detecção de antígeno NS1.


Das doenças transmitidas pelo vetor Aedes aegypti, a SES registrou neste ano 195 casos de Chikungunya e 71 Zika, ambas sem nenhuma morte em Mato Grosso do Sul.


Foi pactuado para que os municípios façam um Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa) em novembro. “O Ministério da Saúde havia suspendido o LIRAa devido a pandemia do coronavírus, mas em contato com os municípios, pactuamos a realização deste LIRAa nas duas primeiras semanas de novembro. Para isso, disponibilizando todos os insumos e inseticidas que os municípios precisam para realizar as ações de campo”, explica o coordenador estadual de controle de vetores da SES, Rafael Rodrigues Silva.


Novas bombas para borrifação, tanto costal como fumacê, utilizadas pelos municípios, foram adquiridas pela SES. “A bomba costal vamos enviar pelo menos um equipamento para todos os 79 municípios. Vão receber esses equipamentos para intensificar as ações de combate quando forem necessárias”, pontua o coordenador.


As principais medidas de prevenção e combate ao Aedes aegypti são:


Manter bem tampado tonéis, caixas e barris de água;

Lavar semanalmente com água e sabão tanques utilizados para armazenar água;

Manter caixas d’água bem fechadas;

Remover galhos e folhas de calhas;

Não deixar água acumulada sobre a laje;

Encher pratinhos de vasos com areia até a borda ou lavá-los uma vez por semana;

Trocar água dos vasos e plantas aquáticas uma vez por semana;

Colocar lixos em sacos plásticos em lixeiras fechadas;

Fechar bem os sacos de lixo e não deixar ao alcance de animais;

Manter garrafas de vidro e latinhas de boca para baixo;

Acondicionar pneus em locais cobertos;

Fazer sempre manutenção de piscinas;

Tampar ralos;

Colocar areia nos cacos de vidro de muros ou cimento;

Não deixar água acumulada em folhas secas e tampinhas de garrafas;

Vasos sanitários externos devem ser tampados e verificados semanalmente;

Limpar sempre a bandeja do ar condicionado;

Lonas para cobrir materiais de construção devem estar sempre bem esticadas para não acumular água;

Catar sacos plásticos e lixo do quintal.

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