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Com 1.031 vagas já abertas para adultos e crianças, MS quer mais 437 leitos


Dados mais recentes do Mapa Hospitalar de Mato Grosso do Sul mostram que o Estado já conta com 1.031 leitos hospitalares, clínicos e de UTI para adultos e crianças, voltados a pacientes do novo coronavírus (Covid-19). Ainda assim, a SES (Secretaria de Estado de Saúde) ainda busca um aumento de 42% nesse montante, equivalente a 437 vagas em hospitais, diante da possibilidade de a pandemia registrar um grande aumento de casos no Estado. Até aqui, as taxas de ocupação dos hospitais com pacientes da doença são inferiores a 0,7%.


Conforme o Mapa Hospitalar divulgado nesta quarta-feira (29) no Diário Oficial do Estado, Mato Grosso do Sul já tem 705 leitos clínicos adultos disponíveis para pacientes de Covid-19, além de 174 leitos clínicos pediátricos, totalizando 879 vagas na rede pública. Em relação às vagas de UTI (para pacientes considerados graves), são 145 para adultos e 7 infantis –152 no total.

A expectativa, porém, é chegar a 1.468 leitos no total, sendo 279 clínicos e 14 pediátricos e, em UTIs, 141 para adultos e 3 para crianças. Estes leitos foram relatados como “em ampliação” no Diário Oficial. O status é o mesmo de outros leitos já incorporados: conforme a SES, em 24 de abril havia 75 leitos de UTI adulto, chegando agora aos 145 listados.


A ampliação de vagas coloca o Estado em situação confortável em relação a outras unidades da federação, nas quais a falta de leitos em hospitais desenha um cenário caótico: Amazonas, Ceará, Pernambuco e Rio de Janeiro, por exemplo, sofrem com falta de locais para abrigar os pacientes de Covid-19.


Diferentemente destes Estados, porém, Mato Grosso do Sul mostra uma taxa de ocupação hospitalar baixíssima em relação ao novo coronavírus. A SES aponta que, dos 879 leitos clínicos públicos, apenas 5 tinham pacientes de Covid-19 (uma taxa de ocupação de 0,6%); e, em UTIs, havia uma internação para as 152 vagas (ocupação de 0,7%). Na rede privada, havia 4 pacientes em leitos clínicos e 3 em UTIs.

O secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende, frisou que, apesar da folga, o isolamento social segue como principal estratégia para evitar o aumento no número de casos. “O Exército do SUS precisa ser fortalecido e cada um precisa fazer sua parte, mantendo o isolamento social, as regras de higiene e os cuidados com os grupos de risco”, afirmou.


A “folga” no sistema de Saúde deve ser posta à prova nos próximos dias. Com o afrouxamento das regras de distanciamento social implementadas por municípios, o Estado espera uma evolução no total de casos entre meados de maio e o fim de junho –o chamado “pico” da contaminação, que até agora conseguiu ser postergado com as medidas de distanciamento, que também começa a perder adesão –na segunda-feira (27), o Estado foi o penúltimo do país na taxa de isolamento social, com 39,5% de adesão (o Tocantins teve 39,3%, ficando em último, e Pernambuco liderou com 53,7%).

O aumento no total de casos vai ao encontro do fim das restrições a atividades empresariais e o retorno das aulas na rede pública, previsto para o fim de maio.

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