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Baixa cobertura de 3ª dose pode ser risco para festas de fim de ano


Mato Grosso do Sul tem até agora 58% da população com 60 anos ou mais que tenha comorbidades ou que sejam deficientes institucionalizados com a terceira dose das vacinas contra a Covid-19.


Com isso, especialista avalia que as festas de fim de ano e a possível chegada da variante Ômicron pode ser um risco para a pandemia no Estado.


Na avaliação do médico infectologista e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em 2020 o Estado viveu um crescimento grande de casos em dezembro por causa do aumento das aglomerações devido a comemorações de fim de ano e esse cenário pode ser o mesmo.


E que pode levar a conversão deles em internações e óbitos caso chegue a essa parcela que ainda não procurou os postos de vacinação.


Tivemos um aumento pequeno de casos, mas sem impacto de hospitalização e óbitos, se a vacinação estiver boa, pode ter aumento de casos, mas sem óbitos, mas vai depender de se a cobertura está elevada, tanto nas duas doses como na terceira dose em idosos e pessoas imunossuprimidas."


"Pode ter aumento de casos em crianças e idosos, principalmente depois dessas festas”, avalia Croda.


Segundo o pesquisador, a taxa a ser perseguida em Mato Grosso do Sul é 80% da população com as duas doses ou dose única e a cobertura de 100% dos idosos com a terceira dose.


Se tiver boa cobertura a gente está bem, se chegar a 80% de imunizados e cobertura de terceira dose aí teremos uma situação tranquila”.


De acordo com dados do Vacinômetro do governo do Estado, dos 475.744 pessoas estão no grupo das pessoas acima de 60 anos, que tenham comorbidades ou que sejam deficientes em instituições.


Desse total, 276.225 tomaram a vacina, mas ainda faltam 198.813 pessoas, dados atualizados as 18h desta terça-feira (7).


A Ômicron já foi detectada em três estados brasileiros, São Paulo, Distrito Federal e Rio Grande do Sul. Ao todo são seis casos da variante confirmados nessas localidades.


Em Mato Grosso do Sul, de acordo com o secretário de Saúde do Estado, Geraldo Resende, ainda não há nenhum caso confirmado dessa cepa.


Para o médico infectologista, a chegada da variante do Estado é uma certeza, só não é possível analisar quando isso poderia ocorrer.


Pode levar semanas, um mês, mas a nova variante deve chegar e o impacto que ela pode ter vai depender na nossa taxa de cobertura vacinal."


"Nós sabemos pouco ainda sobre ela, o que temos é que ela tem uma taxa de resposta imune muito boa para quem já foi contaminado e alguns estudos já mostram e eficácia das vacinas para essa variante”.


Nesta terça-feira foi retomado em Campo Grande a barreira sanitária no aeroporto da Capital, com medição da temperatura e teste de Covid-19 para casos suspeitos da doença.


Conforme Resende, o Estado deve seguir os mesmos passos que tomou durante toda a pandemia.


Vamos fazer o mesmo controle de desde o começo da pandemia, estamos fazendo o sequenciamento genético [dos casos positivos] quando necessário para verificar situações no Estado e as medidas que nós tomamos que foram exitosas, estamos repetindo agora."


"E temos que intensificar o processo de vacinação”, avalia o secretário.


Fonte: Jornal Correio do Estado.

Foto: Arquivo.

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