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Avião em que estava Marília Mendonça será alvo de perícia mais detalhada

Atualizado: 9 de nov. de 2021


O avião que caiu com a cantora Marília Mendonça e outras quatro pessoas, na última sexta-feira, será levado para um hangar do aeroporto de Caratinga, em Minas Gerais.


No local, Técnicos do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) irão realizar uma


perícia mais detalhada na aeronave.


Ainda no sábado à noite, o bimotor foi retirado da cachoeira (e colocado em um terreno ao lado da própria cachoeira).


Embora a ação estivesse prevista para acontecer neste domingo, a aeronave precisou ser retirada antes para evitar que uma possível cheia ou a incidência de chuvas no local prejudicasse o trabalho da perícia.


A cantora Marília Mendonça morreu aos 26 anos, na última sexta-feira. Além dela, morreram Henrique Ribeiro, produtor; Abicieli Silveira Dias Filho, tio e assessor; Geraldo Martins de Medeiros Junior, piloto do avião; e Tarcísio Pessoa Viana, copiloto.

O grupo viajava de Goiânia a Caratinga, onde Marília faria uma apresentação.


Os corpos da cantora Marília Mendonça e de seu tio Abicieli Silveira Dias Filho foram sepultados ontem, no Cemitério Parque Memorial, em Goiânia, em uma cerimônia para familiares e amigos. O velório aconteceu no Ginásio Goiânia Arena e contou com a presença de milhares de fãs da cantora.


Investigadores do Cenipa foram enviados a Minas Gerais a partir do Rio de Janeiro, onde funciona uma das bases regionais do órgão. A apuração da FAB busca identificar as causas do acidente para prevenir acontecimentos semelhantes.


O apontamento de possíveis responsabilidades ficará a cargo da polícia.


No local, os investigadores da Aeronáutica ouvem testemunhas que possam dar informações sobre o trajeto. Também fotografam as cenas, reúnem documentos e retiram partes da aeronave para análises.


Segundo a FAB, não existe um tempo previsto para a duração dessas primeiras medidas. O prazo depende da complexidade da ocorrência.


A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) afirmou ontem que a linha de distribuição atingida pelo avião com a cantora Marília Mendonça pouco antes da queda está fora da zona de proteção do aeroporto de Caratinga.


Conforme apontado pelo Estadão, o choque com a fiação elétrica é uma das causas levantadas para o acidente que matou os cinco ocupantes da aeronave.


Os fios da região costumam atrapalhar o pouso dos aviões, a ponto de ela ser até mesmo evitada por quem conhece a área, relataram pilotos ouvidos pelo Estadão.

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