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Após seis meses, fronteira do Paraguai com MS será reaberta dia 29


O Governo do Paraguai aprovou nesta terça-feira (22) o protocolo sanitário para a reabertura parcial da fronteira terrestre com o Brasil. Com isso, a divisa de Pedro Juan Caballero com Ponta Porã será liberada a partir do dia 29 de setembro. A decisão tem como objetivo de reativar o comércio entre os dois países após seis meses de total isolamento devido a pandemia da Covid-19, o novo coronavírus.


Por meio de uma nota divulgada nas redes sociais, a Direção-Geral de Migração do Paraguai explicou que a abertura será parcial e temporária nas passagens da fronteira com o Brasil e será sob as diretrizes dos departamentos de Alto Paraná, Canindeyú e Amambay.


A instituição disse que a abertura começará na modalidade teste, com a Ponte da Amizade, em Alto Paraná, durante as três primeiras semanas. Nesse período, serão permitidas a entrada e saída de nacionais, bem como de estrangeiros residentes e não residentes no Paraguai.


A Direção-Geral de Migração do país disse que a permanência da decisão dependerá de como os moradores se portarão diante da liberação, respeitando os protocolos de saúde. As restrições do país estariam vigentes até o dia 29 de setembro, quando fronteiras serão abertas.


O Governo providenciará que o fluxo de pessoas visitantes seja das 5h00 às 14h e que o horário para a saída do território seja a partir das 18h. Os turistas que entram no país não poderão se deslocar para outros departamentos.


O protesto desta terça-feira (22) pode ser um dos maiores da história da cidade e já reúne milhares de pessoas na ruas de Pedro Juan Caballero, na fronteira com Ponta Porã, do lado brasileiro. Além de comerciantes, a manifestação aglutina funcionários demitidos e moradores das duas cidades.


Em conversa com a reportagem do Jornal Midiamax, o presidente da Câmara de Comércio de Pedro Juan Caballero, um dos organizadores deste movimento que tomou as ruas da cidade, confirmou que ao longo da pandemia, mais de 5 mil pessoas já tinham sido demitidas. “Com anúncio de fechamento das três lojas do Maxi Supermercados e também do Fortis, esse número pode passar de 6 mil”, explicou Victor.


Segundo o comerciante, apesar da manifestação ter praticamente paralisado as duas cidades, até o momento, o Governo Paraguaio  ainda não fez nenhuma sinalização positiva sobre as reivindicações. “Só que depois de hoje, acredito que muita coisa vai mudar. Demos uma demonstração de força e conseguimos passar a mensagem de que ninguém mais aguenta essa situação”, comentou ele.

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