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André Puccinelli mantém resistência à pressão do PSDB


Sob ameaça de lançar candidato próprio a presidente da República, o PSDB deu prazo até quarta-feira (8) para o MDB retirar as pré-candidaturas a governador de Mato Grosso do Sul, Pernambuco e Rio Grande do Sul para fechar apoio à pré-candidatura da senadora Simone Tebet na corrida presidencial.



No entanto, em Mato Grosso do Sul, o ex-governador e pré-candidato ao cargo que ocupou por oito anos André Puccinelli (MDB) resiste à pressão, sob a alegação de estar na liderança da preferência do eleitorado.


Os tucanos exigem apoio do MDB e, consequentemente, de André Puccinelli a Eduardo Riedel (PSDB) ao governo do Estado. Puccinelli não se intimidou com as ameaças e disse que não sairá da disputa por sentir reais chances de vitória.


Ele já deixou bem claro ao presidente nacional do MDB, deputado federal Baleia Rossi (SP), que não dá para sair de uma disputa na liderança. Rossi tentará convencer a cúpula do PSDB acerca da dificuldade de retirar André Puccinelli da corrida eleitoral em Mato Grosso do Sul.


O ex-ministro-chefe da Secretaria de Governo do presidente Michel Temer, que faz parte da cúpula nacional do MDB, Carlos Marun, garantiu Puccinelli na disputa eleitoral.


Ele esteve com Rossi para tratar da questão que está travando a aliança com o PSDB. Marun saiu do encontro com a posição de Rossi de manter a pré-candidatura de Puccinelli na corrida eleitoral. Resta, agora, Rossi convencer o PSDB.


Na semana passada, Marun já havia reforçado ao Correio do Estado sua posição. O presidente do diretório estadual do MDB, Junior Mochi, também disse ao Correio do Estado que a candidatura de Puccinelli é irreversível.


A resistência do ex-governador e pré-candidato acaba criando problemas para Simone Tebet. Ela foi vice-governadora quando Puccinelli governou o Estado pela segunda vez, período de 2010 a 2014. Simone foi eleita senadora com engajamento de Puccinelli.


Hoje, os dois estão distantes um do outro, depois de ela ter renunciado à sua candidatura ao governo do Estado, em 2018. André Puccinelli havia acertado a participação de Tebet na disputa eleitoral em reunião feita com ela na prisão.


O ex-governador foi preso pela Polícia Federal às vésperas da convenção do MDB e ficou fora da disputa eleitoral.


No Rio Grande Do Sul, o PSDB quer o deputado estadual Gabriel Souza (MDB) fora da disputa ao governo do estado. Os tucanos pedem aos emedebistas a indicação de um vice do ex-governador Eduardo Leite, que concorrerá à reeleição.


Leite tomou uma decisão inusitada. Ele renunciou ao mandato com a expectativa de ser o candidato da terceira via para a Presidência da República. Mas, para disputar o governo do Rio Grande do Sul, Leite não precisaria deixar o cargo de governador.


Já em Pernambuco, Raquel Lyra cobra apoio do MDB. Lá, o partido não tem pré-candidato ao governo, mas está aliado ao PSB, que lançará o deputado Danilo Cabral (PSB-PE) ao governo do estado.


Para enfraquecer Cabral, os tucanos exigem o desembarque do MDB da base do PSB. Esse desembarque, no entanto, é visto como remoto tanto por emedebistas quanto por tucanos, pelo fato de o PSB ser tradicional em Pernambuco. Além disso, integrantes do MDB já costuraram acordos com o governo estadual.


As convenções partidárias poderão ocorrer até o dia 5 de agosto. Esta é a data limite para os pré-candidatos – como André Puccinelli (MDB), que pretende candidatar-se ao governo do Estado – oficializarem se participarão de fato da disputa no mês de outubro.


Com informações do Correio do Estado

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