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Abate de bovinos tem pior trimestre em 14 anos, segundo IBGE

Atualizado: 13 de dez. de 2021


O abate de bovinos registrou o pior trimestre em 14 anos, conforme Estatística da Produção Pecuária, divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), nesta quarta-feira (8).


Os resultados apontam queda de 10,7% em relação ao 3º trimestre de 2020 e 2% abaixo do 2º trimestre de 2021, com a dedução de 6,94 milhões de cabeças.


Enquanto isso, o abate de suínos liderou a classificação com 13,72 milhões de cabeças em mesmo período [3º trimestre de 2021], alcançando recorde desde 1997.


O quantitativo representa alta de 7,8% em relação ao mesmo período de 2020, e aumento de 4,5% na comparação com o 2° trimestre de 2021.


Ainda conforme a pesquisa 1,54 bilhão de cabeças de frangos foram abatidas, o que significa crescimento de 1,2% ante o 3º trimestre de 2020 e de 0,7% na comparação com o 2° trimestre de 2021, melhor 3º trimestre na série histórica.


Para o supervisor da pesquisa, os números recordes de abate em suínos estão ligados diretamente a peste suína africana que atingiu a China em setembro, período em que as exportações brasileiras foram impulsionadas.


Suínos e frangos tiveram alta por serem proteínas mais acessíveis que a carne bovina, para a população que está com a renda reduzida. Outro destaque é a produção de ovos que, pela segunda vez, ultrapassou a marca de 1 bilhão de dúzias no trimestre. Por ser mais barato que a carne, boa parte da população acaba demandando mais ovos”, diz Viscardi.


O preço do boi vem subindo por conta de um abate de fêmeas elevado até 2019, o que fez faltarem bezerros. Agora os produtores estão retendo mais fêmeas para criar bezerros. Além dessa retenção, houve restrições de exportação para a China, a partir de setembro, o que contribuiu para reduzir o abate", acrescentou.


"A porcentagem de carne exportada atingiu níveis recordes acima de 30% do total produzido, em equivalência de carcaças. O mercado externo estava com alta participação e esse baque das restrições da China, que responde por quase 60% das exportações de carne brasileira, levou muitos frigoríficos a reduzir o abate. Já os frigoríficos que atendem ao mercado interno estavam trabalhando com margens baixas ou até negativas e isso também desestimula o abate”, completou.


Com informações do Correio do Estado.

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